Fundação Florestal achou o caminho para resolver todos os problemas da Juréia… CENSURA PRÉVIA
5 Jan 2010 Por Plinio
as maiores vitórias conseguidas em favor do socioambientalismo - bandeira defendida pela Mongue - aconteceram com apoio da grande imprensa e com a divulgação através do site e blog de nossa organização. Fotos filmagens e textos que comprovam inúmeras falhas na administração das unidades de conservação de nossa região. Agora entramos no grande rol daqueles que sofrem censura prévia. Veja reportagem do Estadão de jornais, sites e outros meios de comunicação que sofrem censura na democracia brasileira.
Nosso Secretário Executivo - Plínio Melo - Radialista com registro profissional MTb 10.885, MORADOR DA ESTAÇÃO ECOLÓGICA DA JURÉIA-ITATINS, à Rua da Escola, número 167 na Vila da Barra do Una, município de Peruíbe, a cada vez que se deparar com uma irregularidade funcional, risco à saúde ou qualquer outra atividade que precise de divulgação rápida para que seja encontrada uma solução deverá se comunicar com a Assessoria de Imprensa da Fundação Florestal (com base na cidade de São Paulo) e aguardar autorização para CAPTAÇÃO das imagens.
Enquanto isso a pesca predatória parece não ser obrigada a cumprir regras. Milhares de peixes sem valor comercial são descartados aos pés do Maciço da Juréia, vísceras de baleias enterradas com desleixo são expostas colocando em risco a saude de moradores da Vila da Barra do Una.
A decisão da Fundação Florestal de impedir o registro de suas ações veio, oficialmente, através de e-mail enviado pelo suposto gestor da EEJI.
Fomos impedidos pelo Diretor da FF de registrar a reunião com moradores do Itinguçu que protestavam contra a decisão judicial que impede a visitação no local conhecido como Cachoeira do Paraíso. Uma decisão Judicial tomada em 2004 foi solenemente ignorada pelo Órgão Gestor da Estação Ecológica.
A FF teve cinco anos para adequar as condições de visitação ao local e reordenar a única fonte de renda dos moradores, mas nada fez. Agora culpa a “imprensa’ pela decisão judicial.
Comente e assista ao vídeo com a discussão sobre a permissão de gravar. Moradores apoiando a gravação e o trabalho da Mongue, enquanto o Deputado Samuel Moreira, um ex-vereador de Peruíbe com mandato cassado recentemente e o dono de uma agencia de turismo apoiavam a censura à Mongue sob o argumento de que a câmera “inibiria” o diretor da Fundação Florestal…
A frase do ano:
Os moradores foram incluídos como réus no processo para terem a “chance” de se defenderem!!!

Que vergonha!!!!!!
É a contrarrevolução que consiste em neutralizar os avanços democráticos que foram conquistados ao longo das duas últimas décadas pela via política.
Que tipo de democracia o governo do Estado de São Paulo e seus sectários de partido (deputado, assessor de deputado e coisas da mesma natureza) - participaram da reunião com moradores do Itinguçu que protestavam contra a decisão judicial que impede a visitação no local conhecido como Cachoeira do Paraíso - pretendem construir? O deputado Samuel Moreira não ficou inibido diante das câmeras quando pediu votos aos seus eleitores. Também, o ex-vereador de Peruíbe não ficou embargado por ter seu mandato cassado em razão de uma condenação judicial.
Será que os financiadores internacionais dos projetos da Secretaria do Meio Ambiente sabem sobre a reedição do AI5 no Estado?
Certamente, a próxima política pública ambiental será condenar o Plínio a “sete anos e quatro meses de prisão e 34 chibatadas” como fizeram com o jornalista iraniano Bahman Ahmadi Amoui, que trabalhava no jornal Sarmayeh, por realizar críticas ao governo e à economia do presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad.
Rosangela
Pegue Pesado, Plinio …. a Ditadura acabou faz tempo.
Abraço;
Rey.
Um observação deve ser feita. Muito se fala em interrupção de política de governo para justificar o fracasso de programas. Um governo fica 4 anos… vem outro e interrompe o que estava sendo feito. Mas no caso da preservação ambiental do Estado de São Paulo trata-se de incapacidade administrativa. Senão vejamos:
1986 - Franco Montoro cria a EEJI -PMDB/PSDB
1987 - Quercia (cria do Montoro) assina a Lei - PMDB
em seguida veio Fleury…. nada a declarar
Aí vem: Covas, Covas, Alckmin, Serra… Ou seja este pessoal é muito ruim de serviço. São 23 anos de desmandos e incompetência.
CADÊ A LIBERDADE DE EXPRESSÃO TAO COMENTADA E DIVULGADA PELA MÍDIA…
POR ESTAS E OUTRAS QUE SOU EXTREMAMENTE FAVORÁVEL A UMA RENOVAÇÃO POLÍTICA, FAZER UMA ENORME FAXINA POLÍTICA…
FORA TODOS OS DA ANTIGA ONDE SÓ VEMOS E OUVIMOS UM MAR DE CORRUPÇÕES, CAIXA 1, 2, 3…, $ NAS MEIAS, CUECAS…, NÃO VI, NÃO ESCUTEI, NÃO SEI DE NADA, A ASSINATURA DESTA CONTA NÃO É MINHA, DESCASOS GERAL E O PIOR… NADA ACONTECE AOS MILIANTES PORQUE?…
MUDANÇA URGENTE! “TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI”, SEJAM ANALFABETOS OU COM NIVEL SUPERIOR, POBRE OU RICO, COM CARGO POLÍTICO OU NÃO…, CADEIA E DIREITOS IGUAIS PARA TODOS OS CRIMINOSOS, SEM DISTINÇÕES DE CREDO, COR, RAÇA, POSIÇÃO SOCIAL E OUTRAS MAIS!
Conheço a vila de Barra do Una a pelo menos 25 anos. Antes desse fim de ano passei uns dias por lá e retornei na véspera de ano novo. O que deixa mais feliz cada vez que retorno para a Barra do Una, é deparar com a mesma vila que conheci ainda menino!
Como de praxe, fiquei no camping de um antigo morador local, com quem conversei sobre as questões da reserva, fiscalização, embargos e coisas assim.
Realmente, a situação é muito deprimente! Mas, como dizem, “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”.
Segundo o relato do morador, os veranistas proprietários de imóveis no local estão com um prazo para remover tudo que estão em suas casas. Até aí, ainda acho correto por se tratar de uma área de preservação.
O grande temor dos moradores locais esta em saber o que acontecerá com eles após a retirada dos veranistas. Ninguém sabe o que virá depois. As restrições para uma simples manutenção em suas casa estão a cada dia piores e mais burocráticas. Reformas estão quase impossíveis. Ampliações - as pessoas casam-se, nascem os filhos, os filhos crescem e a casa fica pequena - impossíveis.
O mesmo morador teme que seja implantado em Barra do Una a mesma política implantada na Ilha do Cardoso: burocracia e restrições cada vez mais severas, até chegar ao ponto de se tornar inviável morar no local onde cresceram, onde seus pais cresceram e casaram-se, onde seus avós cresceram…
Como exemplo, citou o caso de uma familiar residente na ilha, que teve algumas telhas da casa onde mora arrancadas pelo vento. Assim como qualquer um teria feito por uma questão de lógica e necessidade, apenas trocou as telhas danificadas. Depois a surpresa: multa não me recordo de quantos “mil” reais pela manutenção sem prévia autorização do órgão competente. Ou seja, o que o Estado esta fazendo é praticamente uma desapropriação sem indenizações.
Será que não existe uma forma de preservação ambiental em conjunto com a preservação cultural? Pretendo voltar quantas vezes for possível para Barra do Una e encontrá-la como sempre a conheci. Mas Barra do Una sem seus caiçaras jamais será a mesma.
Gostaria muito que algo pudesse ser feito…
Mauricio Santaliestra
moimagem@hotmail.com
P.S.: PORQUE CELAS ESPECIAIS PARA QUEM TEM NIVEL SUPERIOR…
QUANTO MAIOR O NÍVEL DE CONHECIMENTOS MENOS LEIGOS SÃO DO MAL QUE GEROU, PRINCIPALMENTE OS QUE DIZEM PERTENCER A LEI E/OU SEREM DA LEI… PARA ESTES A PENA TERIA QUE SER DOBRADA… MAS COMO SE TUDO DA EM NADA, TENHO A PLENA CERTEZA QUE ESTE É O QUERER DA NAÇÃO, DO POVÃO BRASILEIRO, SERÁ QUE ALGUM DIA TEREMOS ALGUÉM QUE ERGA ESTA BANDEIRA LÁ EM BRASILIA???…
Caro Maurício,
precisamos de todo apoio possível, principalmente dos moradores. É muito difícil criar uma linha de defesa se a cada ação dos moradores aparece uma “oportunidade de emprego” no estado. daí acontece desmobilização.
Não vamos desistir, mas a cada dia fica mais difícil.