Festas
2. Ubatuba (ou muitas canoas) -
29 de junho. dia de S Pedro
Primeiro, quando chegaram os portugueses, em 1563: Aldeia Iperoig (ou Yperoig - Rio das Perobas), uma das tantas aldeias espalhadas pelo Brasil adentro.
Depois, em 1637: Vila Nova da Exaltação à Santa Cruz do Salvador de Ubatuba.
Mais tarde, em 1855: cidade de Ubatuba.
Muitas canoas foi palco, no passado colonizador, da organização dos nativos contra os invasores. Foi lá que se deu a Confederação Tamuya (o mais antigo, em Tupi-Guarani), atualmente conhecida como Confederação dos Tamoios.
Desde então, a história de Ubatuba ora é de muita riqueza, ora de pobreza e esquecimento. Até a descoberta do ouro nas Minas Gerais, seus habitantes viviam exclusivamente da pesca e da agricultura de subsistência – terra de caiçaras. Daí, virou ponto de lavoura de cana-de-açúcar e de comércio. Mais tarde, o novo centro dos negócios passou a ser o porto de Santos, e a decadência tomou conta de Ubatuba...
A riqueza voltou, em 1808, com a chegada da família real e, com ela, a abertura dos portos aos “amigos” do rei. Nessa época, passou o cultivo do café era grande no Vale do Paraíba. O porto de Ubatuba voltou com toda a força, endinheirando os poucos, como sempre. De tão rica, e elite local fez com que, em 1855, a vila fosse elevada à categoria de município.
Mudanças na economia e na política nos fins do século 19 fizeram com que Ubatuba, mais uma vez, convivesse com a decadência, que vai durar até 1932, quando, por conta do isolamento da região durante a Revolução Constitucionalista, estradas foram construídas, permitindo, assim, contatos mais freqüentes com o Vale do Paraíba.
Nos anos 50, mais estradas. Com elas, os turistas. E então, a especulação imobiliária.
Nos anos 60, a antiga Aldeia de Yperoig foi elevada a Estância Turística de Ubatuba. Atualmente, sua maior fonte de renda é o turismo.
Mas riqueza mesmo, de verdade – riqueza natural e cultural –, ah! essa nunca faltou nesse pedaço do Brasil...
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