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ÁREA DE ATUAÇÃO


Estações Ecológicas


As Estações Ecológicas pertencem ao grupo de unidades de conservação de proteção integral e destinam-se à preservação integral da biota e demais atributos naturais existentes em seus limites e à realização de pesquisas científicas, que devem ser autorizadas pelo IBAMA estando sujeitas as normas por este estabelecidas. A visitação pública só é admitida com objetivos educacionais, sendo necessário autorização prévia.

Nas Estações Ecológicas (ESEC ou EE) poderão ser permitidas pesquisas que ocasionem alterações nos ecossistemas em casos de: medidas que visem a restauração de ecossistemas modificados; manejo de espécies com a finalidade de preservar a diversidade biológica; coleta de componentes dos ecossistemas com finalidades científicas; pesquisas científicas cujo impacto sobre o ambiente seja maior do que aquele causado pela simples observação ou pela coleta controlada de componentes dos ecossistemas, em uma área correspondente a no máximo três por cento da extensão total da unidade e até o limite de mil e quinhentos hectares. Deve-se ainda levar em consideração o que determina o plano de manejo da área.

Estação Ecológica Tupiniquins

A MONGUE pediu inclusão da Ilha do Guaraú

Criada através do Decreto n°: 92.964 de 21.07.1986 com objetivo de Proteger e conservar um importante ecossistema peculiar de ilhas oceânicas, como também ninhais de aves marinhas, espécies raras e endêmicas existentes nas ilhas.

A Estação é tombada como Patrimônio Natural por Resolução Condephaat número 40/85, junto com a Serra do Mar e é também considerada Zona núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, decretada pela UNESCO em 1991.

O litoral paulista, de uma forma geral, teve iniciados seus levantamentos no passado pela Comissão Geográfica e Geológica e pelas universidades. Desta época existem alguns levantamentos nas ilhas de Alcatrazes (ESEC Tupinambás) e Queimada Grande (ARIE Queimada Grande e Queimada Pequena). O Museu Paulista e o Instituto Butantã pesquisaram fauna e flora destas ilhas, caracterizando-as inicialmente. Posteriormente podem ser citados outros levantamentos preliminares e levantamentos de avifaunas nas ilhas da Estação. Em 1999 foram realizadas saídas de campo pelo IBAMA com a finalidade de levantar as necessidades para a implantação da unidade e subsidiar a elaboração do Plano de Gestão Fase 1.

Possui uma área de 43,25 ha. Está localizada no litoral sul do estado de São Paulo, na altura do município de Peruíbe e Cananéia, abrangendo as ilhas de Peruíbe, Cambriú, do Castilho, Ilha Queimada Pequena e o ilhote e a laje Noite Escura.

Algumas ilhas que compõem esta unidade estão a mais ou menos 30 km da costa. O tempo estimado de viagem dos portos até elas é cerca de 4 horas. A Ilha de Peruíbe dista apenas 1,5 Km e pode ser alcançada desde a barra do Rio Guaraú em apenas 15 minutos com o barco da Mongue.

É composta por 4 ilhas: Ilha de Peruíbe com 2,25 ha, Ilha Cambriú com 23 ha, Ilha do Castilho com 6 ha e Ilha Queimada Pequena com 12 ha.; e o ilhote e a laje Noite Escura.
A vegetação de parte das ilhas é composta de espécies típicas de Mata Atlântica outras são desprovidas de vegetação arbórea, possuindo apenas vegetação arbustiva e rasteira (gramíneas).

A fauna das ilhas é composta por aves marinhas, insetos, répteis, anfíbios e pequenos mamíferos além dos peixes e outros organismos marinhos. É muito provável a existência de endemismo, embora ainda não tenham sido realizados estudos nestas ilhas.

A pesca predatória e a poluição no mar constituem os principais problemas da unidade. Acampamentos de pescadores amadores e desembarque de turistas prejudicam as atividades de nidificação das aves. O entorno de algumas ilhas e o Parcel lage Noite Escura são importantes pesqueiros.

Por se tratarem de ilhas oceânicas de difícil acesso possuem 100% de sua área regularizada.

Porém, uma importante ilha ficou de fora desta Unidade de Conservação. A Ilha do Guaraú veja na Carta Náutica Nº 1700 que está localizada a menos de 1 Km da Ilha de Peruíbe e pelo que vimos no decreto de criação da EE Tupiniquins apenas o entorno marinho faz parte desta UC.

Fizemos contato com Ibama e Conama para saber se realmente esta Ilha não foi incluída. Aguardamos a resposta.

Vamos fazer o possível para incluir a Ilha do Guaraú (Ilha do Farol) e a Guararitama nesta UC, pois devido a sua proximidade da costa, fartura de peixes e águas claras para mergulho esta área sofre constante ameaça, pois durante o verão o fluxo de turistas que passeiam no local é muito grande e causa um grande impacto.

A Ilha de Peruíbe, de difícil acesso, consegue uma maior proteção, pois seu costão rochoso dificulta a atracação de barcos.

Estas ilhas, devido a sua localização, oferecem proteção aos barcos pesqueiros que atuam na região. Veja esta foto tirada em um dia com mar virado. Pode-se avistar, a direita desta foto uma ilhota conhecida como Guararitama local rico em Garoupas e que também deve ser preservado.

Você pode ajudar neste trabalho. Vamos acionar as autoridades e ampliar a proteção destas áreas.
conama@mma.gov.br
linhaverde@ibama.gov.br
Informações retiradas do site www.ibama.gov.br