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A Estação Ecológica Juréia-Itatins (SP) é uma área de 79.270 hectares (800 km2), cuja proteção está garantida desde 1987, pela lei estadual 5.649. Inicia-se em Peruíbe, no imponente Maciço do Itatins, e estende-se até o Município de Iguape.
Ameaçada durante os anos 80 de vir a abrigar uma usina nuclear, foi defendida por estudiosos, ecologistas e pelo povo da região. Esta luta, partilhada por várias associações, visava à preservação do patrimônio natural, étnico e cultural desta extensa faixa do território paulista. Dividida em três grandes áreas - a orla marítima, o Banhado Grande e as serranias do Itatins - a Estação Ecológica Juréia-Itatins (EEJI) apresenta, além da magnífica costa litorânea, ecossistemas de importante complexidade, com banhados, dunas, mangues, restingas, jundus, lagunas, rios, serranias e a esplêndida Mata Atlântica.
Um número incalculável de espécies vegetais e animais faz da região uma das mais ricas do planeta. Animais ameaçados de extinção, como a anta, a jaguatirica, a onça-pintada, o boto, o macaco-prego, o tucano, a ariranha, o veado-mateiro, a jacutinga, o jacaré-de-papo-amarelo, o bugio, a gralha-azul, o macuco e outros têm ali o seu reduto seguro.
Entre ecossistemas tão diversos - de manguezais a despenhadeiros que chegam a atingir 900m de altura - encontram-se exemplares da maravilhosa flora: bromélias, avencas, orquídeas, samambaias, guatopés, salsas-da-praia, e as cobiçadas árvores de caxeta e palmito. Habitada também por mais de vinte comunidades humanas - entre as quais um aldeamento dos índios Ñandeva, da nação Guarani - a região tem suas tradições ancestrais cultivadas oralmente. Desta maneira, cultos, mitos, festas, ritos, benzeduras, artesanato e memórias são preservados pelos habitantes das serras, dos vales e da beira-mar.
Localização EEJI
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